Como funciona um e-commerce?

Adquirir produtos e serviços pela internet já foi sinônimo de medo e desconfiança, mas hoje é uma prática muito mais comum do que se imagina. Muitas pessoas ainda se perguntam: como funciona um e-commerce?

De acordo com a NZN Intelligence, uma plataforma brasileira de pesquisas de mercado, 74% dos brasileiros com acesso à internet preferem comprar online do que em lojas físicas. Desse total, 37% ainda afirma comprar online todos os meses.

Esses dados provam que o e-commerce é uma realidade bem popular. Mas você sabe como funciona essa modalidade? Então descubra neste artigo. Boa leitura!

O que é um e-commerce

Antes de entender como funciona um e-commerce, é preciso saber exatamente o que é isso: essa palavra vem do Inglês e significa comércio eletrônico. Em outras palavras, é qualquer comercialização de produtos ou serviços por meio de dispositivos conectados à internet.

Muitas pessoas relacionam e-commerce à loja virtual, mas esses dois conceitos não são iguais. Isso porque o primeiro engloba todo o tipo de transação, e vender online por meio de uma loja é apenas uma das maneiras.

Outra opção são os marketplaces. Como em um shopping, eles abrigam várias lojas virtuais em um mesmo espaço. Um exemplo é o Mercado Livre. E até nas redes sociais já é possível fazer e-commerce. O Facebook, por exemplo, já tem seu próprio marketplace integrado à própria plataforma, para que o usuário não precise sair dela para comprar o que ele quiser.

Como funciona um e-commerce

Na teoria, vender é quando um cliente adquire um produto ou serviço seu. Na prática, porém, há variações e configurações que englobam esse processo, até porque há muitos tipos de comércio.

O e-commerce traz algumas diferenças em relação ao modelo físico justamente por acontecer no meio virtual. E isso traz vantagens tanto para quem compra quanto para quem vende.

Agora que você já sabe o que é um e-commerce, é hora de entender como ele funciona. Confira o passo a passo:

  1. Um produto ou serviço é adicionado à uma loja ou outro tipo de comércio virtual;
  2. Um consumidor acessa esse e-commerce;
  3. Ele pesquisa pelo produto ou serviço que procura;
  4. Um ou mais itens selecionados vão para o carrinho virtual de compras enquanto o consumidor continua a navegação;
  5. Ele escolhe as formas de pagamento e de entrega;
  6. A compra é finalizada e o vendedor é notificado da compra para receber o pagamento e providenciar a entrega. 

Vantagens

O fato de todo o processo ser realizado online traz muitos benefícios. O principal deles é a possibilidade de comprar de onde o cliente estiver, na hora que preferir e pelo dispositivo que quiser. Isso torna o processo mais cômodo para o consumidor e o coloca no controle, deixando-o à vontade para comprar muito mais.

Do ponto de vista do empreendedor, praticar o e-commerce tem sua principal vantagem no baixo custo para configurar e manter o próprio negócio. Assim é possível praticar preços menores e atrair mais consumidores —  e vendas.

Mas é melhor também por permitir um controle maior sobre os dados dos visitantes, como quais são os produtos ou serviços mais acessados e outras informações que servem como fator de decisão para mudanças de estratégia.

Isso, claro, sem deixar de citar que o comércio fica aberto 24h por dia, em todos os 7 dias da semana, de forma totalmente digital e automática. E mesmo vendendo para várias pessoas ao mesmo tempo, sem ter dor de cabeça, é possível ainda trabalhar de casa ou onde estiver, demandando um esforço menor.

Tipos de e-commerce

Assim como há vários canais para se vender pela internet, há também maneiras distintas de realizar essa transação. Agora que você já entende como funciona um e-commerce, é hora de conhecer as principais configurações, já que definem públicos e estratégias diferentes. Veja:

B2C (Business to Consumer)

Esse é o modelo mais comum. O consumo aqui é realizado por uma pessoa física, para fins pessoais. Geralmente envolve produtos como roupas, acessórios, calçados, produtos eletroeletrônicos e artigos para casa, ou serviços, como os de estética.

B2B (Business to Business)

Nesse modelo, que também é muito comum, as transações são feitas entre duas empresas. Ou seja: além de quem vende produtos e/ou serviços, quem compra também possui um CNPJ. Exemplos: comércio de insumos e suprimentos, como material de escritório.

C2C (Consumer to Consumer)

O crescimento da economia compartilhada, aliado a outros fatores, possibilitou o surgimento e o crescimento desse tipo de e-commerce. Nele, pessoas físicas vendem para outras pessoas físicas.

Exemplos são produtos customizados e hiperlocais, ou serviços de economia colaborativa realizados por meio de plataformas como Airbnb e Uber. Sites como OLX, Mercado Livre e Ebay também reúnem essas pessoas.

C2B (Consumer to Business)

É quando o próprio consumidor coloca o seu produto ou serviço à disposição de empresas. Esse modelo é muito utilizado por profissionais autônomos e freelancers, que atuam por conta própria prestando serviço. 

B2E (Business to Employee)

Esse tipo de e-commerce se caracteriza pela ligação entre empresas e seus próprios funcionários. Em muitas companhias é comum ter lojas internas para comercializar produtos personalizados, como camisetas e canecas, ou até mesmo os produtos e serviços que a empresa vende para os consumidores, mas com desconto para funcionários.

E-commerce B2E
O B2E é quando empresas vendem produtos (geralmente personalizados e com desconto) para os seus próprios funcionários.

B2G (Business to Government)

Aqui, empresas vendem produtos e serviços para órgãos públicos. Geralmente esse tipo de comércio envolve processos mais formais, como licitações, pregões e contratos mais burocráticos.

Um bom exemplo é a prestação de serviços para a população, por meio de uma empresa privada, a pedido da administração pública. Isso acontece em situações como asfaltamento de ruas, coleta de lixo, construção, reforma e operação de edificações.

D2C (Direct to Consumer)

O modelo de comércio D2C liga o fabricante ao cliente final, sem a participação de intermediários nesse processo. Por isso, os custos são ainda menores, e é possível oferecer um valor ainda menor ao cliente.

É cada vez mais comum encontrar marcas que possuem lojas virtuais dentro dos próprios sites. Alguns exemplos são montadoras de veículos, como a FIAT, e marcas esportivas, como a Nike.

Algumas marcas vendem apenas lançamentos ainda não presentes nas lojas físicas, enquanto outras comercializam apenas produtos de coleções antigas. Há ainda as que optam por oferecer todos os seus produtos e serviços disponíveis, sem distinção.

Vender pela internet é algo que engloba uma alta gama de possibilidades, processos e configurações. 

Já sabe como funciona um e-commerce e quais os principais tipos?

Então é hora de conhecer o Dropshipping, uma modalidade que vai mudar a sua vida. Leia agora!

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